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Doença Celíaca

Doença Celíaca

 

A Doença Celíaca é uma patologia autoimune desencadeada pelo consumo de glúten, proteína presente em alimentos como pão, bolachas, massas e certos cereais. Quando pessoas geneticamente predispostas a serem intolerantes, ingerem glúten, o sistema imunitário reage, causando inflamação e atrofia das vilosidades do intestino delgado, o que prejudica a absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais e água. Essa má absorção pode levar a problemas de perda da densidade óssea, infertilidade, fadiga, doenças neurológicas e até certos tipos de cancro.

Os sintomas variam entre crianças e adultos e podem incluir:

  • Diarreia persistente;
  • Emagrecimento
  • Dificuldades no crescimento e desenvolvimento em crianças;
  • Fadiga e cansaço constantes;
  • Eventualmente, anemia ou défices nutricionais.

A causa principal é uma alteração do sistema imunitário, que reage de forma anormal à ingestão de glúten. A predisposição genética torna algumas pessoas mais suscetíveis, especialmente aquelas com histórico familiar de Doença Celíaca ou que tenham outras doenças autoimunes, como diabetes tipo 1, doenças da tiroide, doenças hepáticas, ou síndromes genéticas como Down, Turner e Williams.

O diagnóstico da doença pode ser desafiador, já que os sintomas se desenvolvem lentamente. Apenas cerca de 1 em cada 5 pessoas afetadas sabe que tem a doença.

Atualmente, não existem medicamentos que curem a Doença Celíaca. O único tratamento eficaz é seguir uma dieta estritamente sem glúten, preferencialmente com acompanhamento nutricional para garantir um plano equilibrado. É importante evitar:

  • Trigo, cevada, centeio e farinhas de Graham;
  • Malte e semolina;
  • Alguns produtos industrializados, como sopas em lata, molhos, gelados, café instantâneo, carnes processadas, mostarda, ketchup, iogurtes, massas e doces;
  • Ingredientes escondidos em vitaminas, suplementos, pastas de dentes, enxaguantes bucais e cosméticos (como batons).

Após iniciar a dieta sem glúten, o intestino pode recuperar sua capacidade de absorção, mas multivitamínicos ou suplementos podem ser necessários nos primeiros meses.

Em casos refratários à isenção comprovada de glúten na dieta, podem existir alternativas terapêuticas com fármacos imunossupressores (corticoides, azatioprina ….)

Em termos de prevenção, ainda não existe forma comprovada de evitar a Doença Celíaca, já que se trata de um distúrbio autoimune ligado à predisposição genética. O diagnóstico precoce e a adesão rigorosa à dieta sem glúten são essenciais para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.

A complicação mais grave é a possível evolução para linfoma intestinal. Por esse motivo, o acompanhamento regular e a vigilância clínica são fundamentais. Atualmente, dispomos de vários métodos de diagnóstico para a deteção precoce, incluindo análises laboratoriais, exames endoscópicos de alta resolução, cápsula endoscópica, tomografia computorizada, ressonância magnética e PET-TAC.

 

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